Dilema: como criar os pequenos sem deixá-los mimados?

Quando falamos em crianças mimadas vem à cabeça aquela cena típica de uma se jogando no chão da loja de brinquedos e gritando por aquilo que a mãe se nega a dar. Mais do que isso (e pior): no final da história, ela consegue o que quer. O conceito de mimado não se resume a esse tipo de comportamento, mas tem relação com ele. Segundo Vera Zimmermann, professora de psiquiatria da Unifesp, a criança mimada é aquela que não foi educada para aceitar uma frustração e sempre reage querendo se posicionar no centro das atenções. Claro que pai nenhum deseja ter um filho assim, mas nem sempre os casais percebem que estão estimulando comportamentos ruins. Educar uma criança é difícil mesmo, mas a boa notícia é que atitudes simples, praticadas diariamente, fazem a criança entender, aos poucos, que ela não pode tudo. Durante os primeiros meses de vida, o bebê precisa ser satisfeito em todas as suas necessidades. Ao menor sinal de reclamação, os pais correm para dar leite, ninar ou aquecer. Afinal, ele ainda é totalmente dependente da família para sobreviver. Essa dedicação integral também é importante para que se forme uma base sólida de autoestima. Mas, aos poucos, a criança se desenvolve e começa a interagir com o mundo. A partir de então, ela precisa ter limites e regras para entender que nem tudo é para já e que nem todos os seus desejos serão satisfeitos. Afinal, é assim que a vida é. Com a ajuda da psiquiatra, listamos algumas dicas para você colocar em prática desde cedo.

Bebês

Durante o primeiro ano de vida, o bebê já passa por algumas frustrações, como querer sair do cadeirão quando é hora de ele comer e de ficar ali. Porém, como ainda não traduz seus sentimentos em forma de palavras, pode manifestá-las por meio de gestos. Bater no rosto da mãe ou do pai ou puxar o cabelo são algumas dessas formas. Mesmo pequena, os pais devem mostrar que aquilo não se faz. Para isso, nada de palmadas. Basta segurar a mão do bebê, fazer contato visual e demonstrar que aquilo é errado. Os pais também precisam entender o que causou essa reação, para saber se é algo que podem resolver ou com o qual a criança terá que lidar mesmo.

A partir de 1 ano

Conforme a criança cresce, ela também entra em contato com plantas e animais. Está aí uma ótima oportunidade de ensiná-la a cuidar do mundo ao seu redor. A tendência da criança é sempre tocar as coisas. No caso de plantas, os pais podem mostrar que não se deve arrancar as folhas de uma árvore ou um arbusto e, caso isso aconteça, pedir que os filhos façam uma reparação, como regar a muda. No caso de convivência com animais (que deve acontecer sempre com a supervisão dos pais), o próprio bicho pode impor seus limites e mostrar que com ele nem tudo é permitido – um exemplo é o cachorro rosnar se ela puxa o rabo dele. Segundo Vera, por meio desses contatos, a criança percebe que, assim como ela recebe cuidado de seus pais, precisa cuidar de coisas a seu redor.

Creche e pré-escola

Os primeiros contatos com crianças da mesma faixa etária são muito interessantes. Seu filho terá de aprender que cada um tem o seu jeito e suas preferências, e que às vezes é preciso ceder. O brinquedo será motivo de muitas brigas e aprender a dividir algo com o outro será um dos desafios nessa fase. Apesar de a criança já ter necessidade de verbalizar seus desejos e suas frustrações, o adulto precisa impor limites com a ajuda de gestos. Ou seja, ao dizer não, sinalize com a mão, olhe diretamente para a criança e mantenha um tom de voz calmo, mas firme. É possível que a criança tenha ataques de fúria, acompanhados de choro e até mesmo agressões físicas, como mordidas. Exigir um pedido de desculpas por esse comportamento é fundamental.

Dos 3 aos 6 anos

Nessa fase, a criança já está mais adaptada ao convívio social e vale reforçar, por exemplo, noções como desperdício. Ela pode aprender, aos poucos, a diferenciar o necessário do exagero. Atitudes como doar brinquedos que já não são usados, se desfazer de alguma roupa cada vez que uma peça nova é comprada ou colocar no prato apenas o que se come são algumas ideias. Saiba que, com cerca de 3 anos, a criança já entende que aquilo que ela doa não voltará mais e tem capacidade para definir qual item não é mais tão importante.

No contexto familiar, os pais devem, como sempre, incentivar e valorizar a ajuda da criança, mesmo que ela pareça pequena. Ela pode organizar os brinquedos, estender a colcha na cama, colocar a roupa suja no cesto ou levar o prato para a pia. Essas ações podem fazer parte da rotina sem que se tornem um esforço chato para os filhos.

A partir dos 7 anos

A criança começa a entender melhor as regras – e pede por elas. Até então, já compreendia limites impostos por seus pais, mas, no caso de brincadeiras, por exemplo, ainda seguia sua imaginação. No entanto, por ser uma fase muito competitiva – a vontade de ganhar e de ser o melhor é enorme. Por causa dessas características, é quando algumas crianças roubam para ganhar, inventam regras e brigam por elas, evitam jogos ou esportes em que não são tão experientes e ficam muito frustradas quando perdem.

Para não abalar a autoestima dos filhos, os pais precisam mostrar que habilidades podem ser desenvolvidas e deixar claro que não dá para ser 100% em tudo. Nem pense em aplacar a frustração da criança deixando-a ganhar sempre. Você pode ajudá-la a melhorar e, ao mesmo tempo, ensiná-la a reconhecer a habilidade do outro. Também não caia na tentação de colocar o seu filho sempre como vítima da situação – se ele foi mal na prova, não necessariamente a prova estava difícil, pode ser que não tenha estudado o suficiente mesmo. A atitude exatamente oposta, de culpar a criança por tudo, também não é saudável. Diálogo e carinho são fundamentais. O mesmo vale para quando você flagrar o seu filho roubando em um jogo de tabuleiro, por exemplo. Além de reforçar que essa atitude não está correta, dê exemplos, como quando o time de futebol preferido dele perdeu. É uma forma de ele entender que não dá para ganhar sempre.

Fonte: Revista Crescer

10 dicas para organizar uma festa junina educativa

Pé de moleque, canjica, curau, pamonha, bolo de milho, quentão, bandeirinhas, fogueira, chapéu de palha, sanfona e arraiá. Sim, estamos falando de festa junina. Todo mês de junho é assim: tiramos do armário as camisas xadrez e os vestidos de chita, pintamos sardinhas nas meninas e bigodinhos nos meninos e vamos satisfeitos para a festa na escola, pensando em todos os quitutes deliciosos que nos aguardam. Esquecemos o principal: o significado da festa. Você conhece as origens das festas juninas? Sabe por que comemos tantas iguarias de milho e de onde vêm as danças? E o colégio do seu filho, aproveita as festas juninas para preencher buracos na grade horária e engordar o caixa ou utiliza os festejos para ensinar alguma coisa para as crianças? Embora seja uma tradição consagrada e rica da cultura popular, muitas escolas organizam festas de São João, Santo Antonio e São Pedro que pouco, ou nada, contribuem para a aprendizagem dos alunos. O Educar Para Crescer consultou alguns pedagogos e um antropólogo e elencou algumas dicas para garantir que a sua festa junina seja uma verdadeira aula.

1. Procurar o sentido original da festa Qual a origem da festa junina?

Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. E é importante motivar os alunos a buscarem esta resposta. Saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, por exemplo, pode despertar neles o interesse pela história. “É necessário recuperar o porquê da tradição da quadrilha, das comidas, da fogueira, para que a festa junina não vire uma mera caricatura do mundo da roça”, diz o antropólogo Jadir de Morais Pessoa, professor titular da Universidade Federal de Goiás, especialista em folclore.

2. Descaricaturizar o homem do campo.

Homem do campo não é Jeca Tatu. É importante apresentar o campo de uma nova maneira. Tirar o olhar de deboche sobre o caipira, manifesto muitas vezes pelas roupas exageradas ou por posturas imbecilizadas. “Trazer uma pessoa da roça para contar dos saberes, descaricaturizar o homem rural. Festejá-lo como sujeito portador de saberes”, indica o antropólogo Jadir de Moraes.

3. Resgatar as manifestações culturais.

Um dos elementos mais importantes das festas juninas são as danças e as músicas populares. Muitas escolas contratam profissionais especializados em cultura popular para valorizar e aprofundar esse universo e desenvolver com os alunos as danças e as canções típicas. Elas não se limitam a contratar sanfoneiros e conjuntos para meras apresentações, fazem mais: colocam os alunos para dançar e até para criar as músicas. “No colégio Vera Cruz, trabalhamos há 10 anos danças típicas de todo o Brasil. As crianças de 5 anos apresentam a “Congada”, dança de Minas Gerais; as de 6 anos dançam o “Bumba meu Boi”, do Maranhão; e as de 7 anos fazem a tradicional quadrilha”, conta Elizabeth Menezes, professora de educação corporal do colégio Vera Cruz. A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças. No Vera Cruz, a professora traz instrumentos folclóricos como a caixa do Divino Espírito Santo, a matraca, os gungas e os chocalhos. “O mais lindo é ver o quanto as crianças aprendem. Esse ano um aluno criou uma música que nós vamos utilizar na dança: “Um triângulo, dois quadrados, céu e terra, sol e chuva formam o planeta terra de todo mundo”, emociona-se a professora, cantando a canção do aluno Theo Vendramini Sampaio, de 5 anos.

4. Envolver os estudantes no assunto.

Como motivar os estudantes e trazê-los para o projeto? A escola Viva, de São Paulo, utilizou, neste ano, um recurso muito simples: fixou painéis por toda a escola. Os cartazes, confeccionados pelos próprios alunos, traziam curiosidades e atraiam a atenção para o evento. “Foi uma maneira de despertar a atenção nos mais novos. Os painéis traziam informações do tipo: você sabe por que tem fogueira na festa junina? Além disso, traziam fotos dos professores em festas juninas, quando crianças. A brincadeira era adivinhar quem era o professor”, disse Marta Campos, coordenadora geral do Ensino Fundamental I da Escola Viva.

5. Trazer os alunos para a preparação da festa.

As festas juninas escolares devem ser feitas por e para os alunos. O objetivo é estimular o senso de autonomia e de cooperação, reforçando a importância do trabalho comunitário na escola. Para isso, é importante envolver os estudantes em todo o processo, desde a confecção dos estandartes e bandeirinhas à organização das brincadeiras. “Todos os alunos estão envolvidos na organização da festa. Mas alguns têm responsabilidades maiores. Eles coordenam os preparativos, fazem reuniões com a diretoria, apresentam relatórios e tem autonomia para decidir”, afirma Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.

6. Associar o conteúdo escolar à festa junina.

A preparação da festa pode e deve estar atrelada ao conteúdo aplicado em sala de aula. Na escola Oswald de Andrade, por exemplo, cada classe é responsável por uma barraca e cada barraca apresenta transversalmente o projeto trabalhado em classe. “A turma que está estudando os alimentos, por exemplo, preparou uma barraca relacionada ao assunto”, destaca Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do Colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.

7. Valorizar o brincar.

Uma das tradições da festa junina são as brincadeiras: pescaria, boca do palhaço, jogo da argola, corrida de sacos, pau de sebo, entre outros. Os jogos juninos são a grande diversão da garotada e podem ser uma boa maneira de transmitir valores de cidadania para os alunos. Dois bons exemplos de valorização do lúdico acontecem nas escolas Vera Cruz e Oswald. Na primeira, as próprias crianças são responsáveis pela confecção das prendas. “Elas fazem colares, cadernos, trabalhos em argila e todo tipo de brinquedos. Vale tudo, o importante é a participação”, diz Elizabeth Menezes. Já no Oswald, não há brindes para os vencedores. “O objetivo é estimular a brincadeira pela brincadeira”, conta Roberta Ferrari Rodovalho, coordenadora assistente do colégio Oswald de Andrade, de São Paulo.

8. Estimular a participação da família.

A participação dos pais e familiares é importante para as festas juninas em vários aspectos. Para começar, quando comparecem os pais estimulam a criança e reforçam a auto-estima. Mas eles também podem contribuir na organização. No Colégio Oswald de Andrade, por exemplo, os pais conjuntamente com os filhos são convidados a preparar e a trazer os comes e bebes. “A participação dos pais é muito importante para nós. Cabe a eles trazer as comidas, que ficam todas dispostas em uma mesa. O lanche é comunitário, não tem custo, é só chegar e pegar”, diz Roberta Ferrari Rodovalho, assistente de direção do Colégio Oswald.

9. Não fazer a festa no horário das aulas.

É muito importante não atrapalhar a rotina e a programação escolar por causa da festa. A começar pela escolha da hora e da data do evento. Não pode ser no horário letivo. O melhor é fazer aos sábados, domingos ou depois das aulas. “Nunca fazemos nossas festas em período letivo, temos um programa a seguir e não descumprimos. As festas juninas acontecem sexta-feira à tarde, único dia da semana que não funcionamos em período integral”, explica José Carlos Alves, diretor do Colégio de Aplicação do Pernambuco, escola pública com a segunda melhor média no Enem e 14ª colocada no ranking nacional.

10. Não usar a festa para arrecadar dinheiro.

A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola. Precisa se auto-sustentar, é claro, mas não precisa gerar lucro. Algumas escolas, como a escola da Vila, em São Paulo, preferem utilizar a festança para juntar recursos para instituições de caridade. “Não cobramos entrada. Pedimos para que as pessoas tragam doações, que repassamos à ONGs que ajudam pessoas carentes. Em 2008 e em 2009, estamos arrecadando utensílios de higiene e roupas para uma instituição que auxilia moradores de rua”, disse Wanilda Tieppo, assistente de direção da escola da Vila.

Fonte: Educar para Crescer

10 dicas para ajudar seu filho a gostar de português!

1. Leve para passeios educativos: incentive as atividades de lazer educativas. inclua passaeios a livrarias e bibliotecas, eventos com contação de histórias, leitura de poesia, etc.

2. Converse sempre com seu filho: converse com seu filho mesmo antes de ele pronunciar as primeiras palavras, assim ele irá aprendendo a se comunicar desde o berço.

3. Não estimule a fala errada: criança aprende pelo exemplo. Não use diminutivos, nem forma infantilizadas. Muito menos adote o jeito fofo e errado dela se expressar.

4. Dar oportunidade para a criança se expressar: inclua a criança nas conversas de família. Dê espaço para ela interagir, entender e responder.

5. Incentive a escrita: estimule seu filho a escrever sempre! Vale tudo: bilhetes, lista de supermercado, cartões de aniversário, cartas, blogs.

6. Valorize a produção: escrever deve ser um prazer. Por isso, não iniba seu filho enquanto ele escreve. Deixe-o livre para criar e errar: faz parte!

7. Mostre o prazer da escrita: valorize o esforço do seu filho. Leia os textos e demonstre interesse e satisfação pelo o que ele faz.

8. Use o dicionário: transforme seu filho em um detetive da lingua. Faça-o pensar qual a grafia correta e, se sobrar dúvidas, ajude-o a procurar no dicionário.

9. Desenvolva a imaginação: estimule a criatividade. Recorte figuras de revistas e proponha que ele produza uma história com elas, oral ou escrita.

10. Organize um lugar de estudo: é bom ter um lugarzinho na casa para que seu filho reúna o material escolar, os lápis, os papéis e os livros!

Fonte: Educar para Crescer.

Descobrindo o mundo!

Seu filho anda colocando tudo o que encontra pelo caminho na boca? Acalme-se, é normal. Até por volta de 1 ano e meio, a boca é um meio de a criança conhecer o mundo, identificando o gosto e a textura dos objetos. Faz parte de seu desenvolvimento “degustar” o ambiente ao seu redor. É praticamente impossível impedir esse impulso e os pais não devem se preocupar em fazer isso – o que não significa que eles devem deixar qualquer coisa ao alcance do bebê. É natural que a mãe e o pai fiquem apreensivos com o que a criança está colocando na boca. Afinal, eles, certamente, já ouviram alguma história sobre o filho do amigo que engasgou com um carrinho ou o bebê do vizinho que engoliu uma moeda. Porém, de acordo com o pediatra José Hugo de Lins Pessoa, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, é possível prevenir os acidentes. Segundo ele, até os 5 anos não é possível confiar 100% no senso de segurança das crianças. Sendo assim, é preciso organizar a casa de forma segura e tirar do alcance objetos perigosos. Com a ajuda do pediatra, elaboramos uma lista do que precisa ficar longe do seu filho:

Objetos pequenos

A chance de engolir algo pequeno é enorme. Tampas de caneta, peças de montar, moedas ou até mesmo pequenos pedaços de giz são coisas que você não quer que vão parar no estômago do seu pequeno. Mas engolir nem é a pior parte – os objetos geralmente acabam eliminados nas fezes. O problema maior é se um desses itens cair no trato respiratório do bebê. Eles podem prejudicar a respiração e será preciso uma cirurgia para retirá-los. No caso de brinquedos, é importante escolher aqueles adequados para a faixa etária do seu filho.

Objetos pontiagudos ou com cantos afiados

Nessa lista entram chaves, lápis apontados, caixas com cantos pontudos… Podem até ser objetos grandes, que seu filho não vai engolir, mas eles podem machucar o rosto, os lábios e a gengiva do seu bebê.

Objetos tóxicos

“Eu nunca colocaria algo tóxico perto do meu filho!”, você deve estar pensando. Ah, é? Certamente você se esqueceu de considerar a bateria do seu celular, do seu tablet e a pilha do controle remoto, que parecem inofensivos. Remédios e produtos de limpeza também são um problema porque, por serem coloridos, chamam a atenção dos pequenos. Segundo a ONG Criança Segura, eles devem ficar trancados e fora do alcance das crianças. Evite colocar os produtos em garrafas de refrigerante ou em recipientes próprios para armazenar alimentos. Isso evita que as crianças se confundam. Caso você carregue medicamentos na bolsa, não esqueça de guardá-la em um compartimento seguro.

O que fazer se seu filho engolir algo

Se a criança acidentalmente engolir alguma coisa mas não apresentar tosse nem dificuldades respiratórias, isso provavelmente significará que o objeto foi parar no trato digestivo. Segundo Pessoa, na maior parte dos casos, ele sairá pelas fezes. Caso seja um material tóxico ou um medicamento, ligue imediatamente para o médico da criança e leve-a ao hospital. Caso uma peça diminuta vá para nas vias respiratórias, você logo perceberá. É comum a criança ter acesso de tosse. Essa situação requer ajuda médica. Se a criança já estiver com uma dificuldade respiratória evidente, ligue para o serviço de emergência e peça para ser orientada pelo telefone – há algumas manobras que podem reverter o problema. Se ela cortar alguma parte da boca, lave com água, espere o sangramento diminuir e avalie o dano. Se o sangramento persistir e o corte for profundo, é melhor procurar ajuda médica o quanto antes.

Fonte: Revista Crescer

Será que está tudo bem?

Choro em excesso, reclamação, irritação… Tudo isso pode ser sinal de que a criança está com problemas na escola. Aprenda a investigar as manifestações mais comuns no comportamento infantil

1. A criança sai da escolinha chorando todos os dias

É essencial reparar na carinha do pequeno na hora da saída. “Para entrar, é normal que reclame, por sentir preguiça ou apenas a falta dos pais. Mas o comportamento no momento de ir embora é mais importante para detectar anormalidades”, diz a psicóloga clínica Rita Romaro, de São Paulo. Por isso, se ele sair chorando e se queixando, dia após dia, é preciso averiguar. É possível que haja algum conflito com colegas (sim, também existe bullying na primeira infância) ou até cansaço físico, caso a agenda esteja muito lotada. Acredite quando seu filho conta as coisas, questione sempre e confirme a versão dele com os educadores. “Outra dica é visitar a instituição fora de hora ou chegar mais cedo para buscar a criança. Nesse momento, repare no comportamento de todos”, sugere Rita.

2. Reclama da professora todos os dias e mostra que não gosta dela

Em geral, as crianças – e os bebês – adoram as professoras. Por isso, é importante reparar em como seu filho se refere a elas. Claro, é normal que eles se sintam contrariados, vez ou outra, com uma bronca ou um castigo, já que ninguém gosta de ser repreendido. Porém vale perguntar o que houve na escola, ficar atenta e mostrar para a coordenação que você quer ficar a par de tudo o que acontece.

3. Ao brincar, grita com as bonecas ou os bichinhos e os coloca de castigo a todo instante

É bem curioso, mas, segundo Rita, as crianças reproduzem, com os bonecos, o tratamento que recebem no dia a dia. Por isso, fique atento à forma como seu filho brinca. Se o vir gritando com os bonecos, batendo ou os colocando de castigo, pergunte calmamente: “Quem faz isso, quem grita assim?” Então, converse com os professores, questione o que está acontecendo e pergunte se o comportamento de seu filho mudou na escola, como ele interage com os amiguinhos… Toda informação que você conseguir será útil. Prefira conversar pessoalmente, olhando nos olhos.

4. Nunca quer ir à escola

É comum que as crianças menores entrem chorando na escola – e isso nem sempre indica um problema, elas apenas sentem a falta dos pais. Mas, com 4 ou 5 anos, elas geralmente adoram ir à escola, pois associam as aulas a brincadeiras e aos amigos. Porém algumas instituições de ensino têm forçado uma alfabetização precoce, propondo mais atividades do que a criança está preparada. Isso faz com que ela se sinta sobrecarregada e cansada e passe a reclamar bastante. A culpa dessa carga excessiva de tarefas nem sempre está relacionada à escola em si ou aos professores. “Os pais também devem pensar em quantas atividades eles matricularam a criança para não exauri-la”, aconselha Rita. Outro quesito que não pode fugir do controle dos pais é o horário de dormir: se a criança estuda de manhã, precisa deitar cedo. “Em geral, os pequenos precisam de dez horas de sono por dia porque se cansam mais do que os adultos”, avisa Rita.

5. Teve uma mudança brusca no comportamento noturno

Quando algo não vai bem, pode haver mudanças na rotina noturna de sono, com o aumento na frequência de pesadelos. Mas essa alteração também pode ser atribuída a uma fase conhecida como terror noturno, comum nos pequenos. Porém todo sinal de anormalidade precisa ser investigado. “Não basta culpar a escola. Fique atento também às suas atitudes. Se necessário, procure o professor e explique suas preocupações. Tenha-o como aliado”, diz Maria Fernanda.

6. Tem medo de contato físico

Esse sinal é grave e vale tanto para babás como para a escola. Quando a criança demonstra ter receio de contato físico ou se retrai e mantém a cabeça baixa a qualquer mudança do tom de voz, é sinal de que ela pode estar sendo maltratada, apanhando dos amiguinhos ou até dos educadores. Então, é preciso ficar de olho, conversar com os responsáveis pela criança durante o dia. Para evitar situações assim, procure manter uma relação aberta com seu filho, perguntando todos os dias sobre o expediente escolar. Além disso, dê preferência a berçários e escolinhas que divulguem imagens em webcam todo o tempo. Claro, seja tolerante, pois muitas vezes as crianças precisam ser repreendidas para respeitar os limites, mas nada justifica a agressão física. “Outra coisa importante é participar da hora do banho, diariamente, para verificar eventuais manchas, arranhões e batidas. Geralmente, quando a criança cai na escola ou briga com o amiguinho, a professora marca na agenda com o intuito de avisar os pais”, diz Rita.

7. Não gosta de falar da escola nem dos amiguinhos

Se a criança está sofrendo bullying, ainda que seja na primeira infância, é normal ela não querer falar sobre o dia a dia nem sobre os amiguinhos. Nessa hora, é preciso questionar os educadores, participar das atividades que a escola oferece para verificar o comportamento dos outros alunos com seu filho. Veja se ele é enturmado, se as outras crianças falam com ele, como eles brincam. Lembre: tenha os professores como aliados, pois eles podem passar informações que você não consegue perceber.

8. Está muito irritada

A irritação repentina costuma indicar sobrecarga. As crianças precisam de tempo para descansar à tarde e brincar. Quando elas têm muitas atividades, ainda que sejam saudáveis, como esportes, podem se sentir exaustas. Esse cansaço se reflete em irritação ou desânimo. Outro ponto importante é saber que algumas mudanças no comportamento podem ocorrer devido à alteração na rotina. Afinal, antes a criança tinha o relacionamento restrito aos pais e aos familiares – que muitas vezes mimam e fazem suas vontades. Na escola, ocorre uma mudança brusca porque há limites e rotina. “A criança estranha isso. Pode levar um tempo para que se acostume”, diz Maria Fernanda.

9. Volta da escola com assaduras

Esse sintoma costuma aparecer principalmente nos bebês e indica que a higiene da criança não está sendo realizada a contento. Conte o problema aos professores. Certamente, eles irão prestar mais atenção e o incidente não se repetirá. Quando acontece com crianças maiores, que vão ao banheiro sozinhas, os pais devem conversar com elas, auxiliá-las no banho e no banheiro, até que ela se sinta capaz de fazer a própria higiene de maneira satisfatória. Se precisar, peça ajuda aos educadores.

10. Não consegue desenvolver a fala

No período de adaptação, é comum que a criança se iniba e fale menos. “O problema não é com a escola, mas com a separação da mãe e com a mudança de ambiente”, assinala Rita. Por isso, é importante que a transição seja feita gradualmente, deixando a criança apenas algumas horas por dia na escola, durante as duas primeiras semanas. Converse com seu filho, mostrando as vantagens de ir à escola. Em pouco tempo, tudo voltará ao normal. A saber: “Quando a criança anda, circula e interage com diversos adultos em uma escola, fica difícil responsabilizar a instituição por um possível atraso na linguagem. Ela pode ‘ajudar menos’ do que poderia, mas não causar o atraso”, afirma Cecília Santana, fonoaudióloga especializada em patologia de linguagem e assessora na área de inclusão escolar. É importante também diferenciar a dificuldade de falar de timidez.

Os sintomas nos bebês

Em bebês novinhos, que acabaram de ingressar em creches e berçários, os indícios de problema são muito sutis. “Quando algo não vai bem, eles podem ter alteração no sono e irritação ou ainda apresentar um olhar vago, sem a tranquilidade de sempre”, diz Rita.

Avaliar a situação com a ajuda de um profissional ajudará a perceber o que está errado.

Fonte: Revista Crescer

Agora é lei, crianças a partir de 4 anos devem estar matriculadas na pré-escola

A matrícula de crianças com 4 anos de idade no Ensino Infantil passou a ser obrigatória aos pais. É o que determina a nova Lei de Diretrizes e Bases, publicada no Diário Oficial do dia 5 de abril. Antes da Lei Federal 12.796, o acesso ao Ensino Básico gratuito era garantido pela Constituição para crianças dos 4 aos 17 anos de idade, porém os pais só eram obrigados a matricular seus filhos a partir dos 6 anos, no Ensino Fundamental.

A medida, que reconhece a importância da Educação Infantil, regulamenta a pré-escola. Agora, essa etapa deve ter uma carga horária anual de 800 horas, distribuídas por no mínimo 200 dias letivos, assim como já era previsto para o Ensino Fundamental e Médio. O controle de presença na pré-escola é de, no mínimo, 60%, e o atendimento deve ser de quatro horas por dia, para turno parcial, e de sete horas para o integral.

Na análise da advogada Ester Rizzi, da organização Ação Educativa, a nova Lei demandará grande esforços do estados e municípios: “Será necessário a construção de novas escolas, mais concursos públicos e a ampliação do ensino na rede pública”. Outro aspecto ressaltado pela advogada é o artigo 31 da lei, que, além de regulamentar a carga horária e frequência no ensino infantil, exige a “expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem”. “Esse item encaminha o Ensino Infantil para a escolarização, o que pode ser preocupante”, diz Ester. “As atividades escolares nesse período devem ser voltadas para o brincar, para a convivência entre as crianças, e não para a absorção e avaliação de conteúdos”.

A nova lei, ainda assim, parece ter agradado os defensores da Educação Infantil. “A partir dos três ou quatro anos, de uma maneira geral, as crianças podem se beneficiar mais com as experiências enriquecedoras oferecidas na escola do que exclusivamente as oferecidas em casa”, diz Maria Celia Montagna de Assumpção, psicopedagoga e autora do material da Educação Infantil do Sistema Anglo de Ensino. A mudança coloca o Brasil entre os países com maior período de obrigatoriedade escolar, mas não inclui o período de creches, de 0 a 3 anos. “O fato da creche ser facultativa para os pais não tira a responsabilidade do Estado de fornecer vagas”, aponta Ester. “Em São Paulo, a taxa de frequência líquida em pré-escolas é de 89,6%, e de creches, 26,5%. A meta do Plano de Educação de 2001, para as creches, era alcançar 50% em 2011”, explica. Veja tudo sobre como conseguir vagas em creches aqui.

Mais mudanças

Além da regulamentação do Ensino Infantil, a Lei Federal 12.796 traz a inclusão de “consideração com a diversidade étnico-racial” entre os princípios da base de ensino. Também garante incentivos de acesso e permanência em cursos de formação de docentes que atuarão na escola básica pública. A lei ainda chama a atenção para os alunos anteriormente chamados “com necessidades especiais”, agora classificados como “educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”, garantindo-lhes a ampliação do atendimento educacional especializado e gratuito.

Fonte: Educar para Crescer.

Para um diálogo efetivo com seus filhos

O que seus avós desejavam para os filhos há 50 anos? Esta foi a pergunta que o psicólogo e psicanalista Luiz Alberto Conti levantou para uma plateia de pais e mães aqui na Editora Abril, em São Paulo. As mais diversas respostas surgiram: que os filhos casassem, que não fossem desonestos, que assumissem os negócios da família… Todos concordaram que estes não são o mesmo desejo que os pais têm hoje. E qual seria? Que os filhos sejam felizes.

As condições em que crianças são criadas mudaram consideravelmente desde o tempo de nossos avós, no entanto, de acordo com Luiz Alberto Conti, os modelos de criação permanecem os mesmos e aí que está o problema: a estratégia de se educar entrou em colapso e é preciso desenvolver uma nova. Para o psicólogo, a solução que se procura está no diálogo.

“Educar nas condições dos avós era muito mais fácil. O mundo se encarregava do dever e os avós apenas davam o bom exemplo em casa”, afirmou o psicólogo. Ou seja, o modelo dos avós era meramente “corretivo”, bastava um peteleco para corrigir possíveis desvios do comportamento cultivado socialmente.

No entanto, o bom exemplo deixou de ser o suficiente para se educar. Hoje, é necessário por vezes ir contra o discurso do mundo e, para tanto, pais precisam desenvolver um “projeto de educação”, do qual o diálogo é o núcleo central.

“O diálogo é uma forma importante de dar limite. Quando se é muito pequeno, a punição, a autoridade, pode ser mais importante, mas quando se atinge os 11 ou 12 anos, as curvas do diálogo do esclarecimento e da punição começam a se cruzar e você precisa conseguir as coisas com conversa. Por isso, é preciso praticá-la desde cedo”, explicou Luiz Alberto Conti.

Em casa, todas as regras podem ser conversadas, porém Conti, que também é pai, acredita que há três mandamentos a serem seguidos sempre. Para ele, os pais devem criar os filhos para que cheguem aos 21 anos preocupando-se com:

- a saúde (cuidando desde a alimentação ao uso de drogas),

- capazes de se virar na vida (independência, autonomia, disposição para aprender);

- e sendo pessoas éticas.

De acordo com o psicólogo, é preciso mostrar aos filhos que, embora se tenha um amor incondicional por eles, não existe uma admiração ou um apoio incondicional e, caso eles cometam erros, serão chamado à atenção. Se, após este processo, o diálogo não for positivo, a imposição pode ser necessária para que os mandamentos enumerados acima se cumpram.

Confira, abaixo, o passo a passo recomendado por Conti para a criação de uma nova estratégia familiar. O psicólogo adverte, porém, que não se trata de uma receita de bolo que sempre trará resultados positivos, porém são importantes iniciativas para desenvolver.

1. Levantar a bandeira branca

O pai ou a mãe precisa, a princípio, desarmar seu interlocutor, mostrando-se disposto a conversar. Por exemplo: supondo que o problema seja uma criança que não quer ir para cama. Deve-se iniciar o diálogo de forma amena, sem surtos nervosos repentinos. É importante mostrar que os pais são veiculadores de uma lei maior: crianças precisam dormir determinadas horas por noite para se desenvolverem melhor. A legitimidade tem a ver, neste caso, em por um saber em prática.

2. “Saber escutar”

Os pais devem ser capazes de entrar no mapa mental do interlocutor. Se não sabem escutá-lo, não há chance de conversa. É preciso compreender o outro lado e o porquê de seus sentimentos.

3. Estabelecer conexão/empatia

Colocar em suas palavras o que o filho contou é uma forma interessante de se conseguir empatia. Em um caso de um filho enciumado em relação ao irmãozinho, por exemplo, seria como dizer: “A mamãe entende que você esteja com raiva do Pedrinho, deve ser horrível ter alguém babando em suas coisas”.

4. Apresentar o impasse

Após o momento em que você já abriu espaço para o diálogo com seu interlocutor, ouvindo-o e sendo compreensível, é o momento de apresentar seu problema. Falar que, embora seja difícil lidar com um irmãozinho, o filho mais velho deve tratá-lo direito e não machuca-lo, pois a mãe ama a ambos igualmente. Luiz Conti chama a atenção para evitar sentimentalismos excessivos. Quando se tem boa vontade, o diálogo funciona.

Fonte: Educar para Crescer

Os benefícios de ter um melhor amigo!

Ben Thomas, diretor da escola Thomas’s London Day, em Londres, causou polêmica entre pais de alunos no início do mês ao afirmar que crianças não deveriam ter melhores amigos. Segundo ele, “é possível desenvolver amizades muito possessivas, e é muito mais fácil se as crianças puderem dividir os amigos e ter vários bons companheiros em vez de criar uma obsessão em torno do melhor amigo”. Ben também disse que gostaria de transformar sua ideia em política escolar, incentivando crianças de 4 a 10 anos a não se apegarem demais a um colega de classe.

À primeira vista, os argumentos do diretor até parecem fazer sentido, mas será que isso funciona na prática? De acordo com a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP), provavelmente não. “Os pais não podem efetivamente impedir que os filhos desenvolvam esses laços especiais. O melhor amigo não é uma opção, é um comportamento natural do desenvolvimento da criança”, diz a especialista.Se o seu filho tem um melhor amigo, você deve encarar isso como um sinal positivo e estimular o estreitamento desses laços. Isso porque significa que ele está criando vínculos saudáveis e, melhor ainda, com pessoas que estão fora de seu círculo familiar. Segundo Rita, no caso de crianças pequenas, o melhor amigo não necessariamente é uma pessoa – pode ser um brinquedo! “É o apego a algo que está fora de você e que sai do ambiente privado da família. O melhor amigo pode ser o primeiro passo que a criança dá no sentido do outro, de buscar o mundo”, explica a psicóloga.

Ao falar sobre o problema que amizades muito próximas trazem, Ben comentou que “amizades obsessivas” também podem machucar uma terceira criança, que fica fora daquele círculo, e que esse ostracismo seria tão doloroso quanto bullying. Mas, para Rita, mais uma vez, é o tipo de situação que os pais e educadores não podem – nem devem – excluir da vida dos filhos ou alunos. “Isso é a vida como ela é. Às vezes você quer ser melhor amigo de alguém e não consegue, porque o melhor amigo não se adquire, se conquista, e às vezes por mais esforço que você faça isso não acontece. Aí vem a frustração, baixa auto estima, coisas difíceis de lidar, mas a criança precisa entender que o mundo é assim mesmo. E quanto mais cedo ela aprende que aquilo não mata, melhor”.

Essas frustrações também podem aparecer mesmo entre os melhores amigos. Afinal, nem as relações infantis são feitas só de coisas boas. As crianças podem brigar, sentir ciúmes uma da outra ou até mesmo sofrer uma separação dolorosa porque uma delas muda de cidade. E ambas terão que aprender a lidar com esses sentimentos.

No meio de tantas emoções, o papel da família, principalmente dos pais, é dar o apoio emocional para a criança. Se algo ruim acontecer, seja porque a criança foi magoada por seu melhor amigo ou porque ela foi excluída do grupo de melhores amigos no qual gostaria de estar, os familiares precisam saber o que está acontecendo. A partir daí, devem explicar que durante a vida será normal passar por situações como essa. O mais importante é não apontar um culpado e incentivar a criança a perdoar. Se os próprios pais não souberem como agir, não precisam esconder sua fraqueza. Algo como “a mamãe também não sabe como diminuir a sua dor, mas nós vamos passar por esse momento juntos e descobrir como resolver esse problema” com certeza já fará seu filho se sentir melhor. Lembre-se: mentir, nunca! Por exemplo, se o amigo do seu filho está indo para outra cidade, não alimente suas esperanças de que ele voltará em breve, mas vocês podem combinar de visitá-lo.

Outro cuidado que os pais devem ter quando se trata do melhor amigo é não alimentar apenas essa relação. Se a criança têm suas preferências, ótimo, mas os pais não precisam incentivar a exclusividade. Até porque essa preferência provavelmente vai mudar conforme a criança cresce. Nesse sentido, vale adaptar o conselho do diretor Ben Thomas: você pode ter um melhor amigo, desde que não esqueça dos outros bons amigos. E você, se lembra do melhor amigo da sua infância?

Fonte: Revista Crescer.

Saiba a melhor maneira para ajudar seu filho com a lição de casa!

Sabe qual é a melhor maneira de descobrir se o seu filho está indo bem na escola? Acompanhando a lição de casa dele. Ao participar do dia a dia escolar de seu filho, você consegue perceber se ele está aprendendo o que deveria durante o decorrer do ano. Assim, se perceber que as dúvidas estão se acumulando, você pode procurar a ajuda da escola.Outra vantagem de saber o que seu filho está estudando é aproveitar para mostrar como tudo aquilo que ele está vendo na escola têm relação com o cotidiano. Como uma reportagem no telejornal sobre a seca, por exemplo. Se seu filho está estudado sobre os efeitos da falta d´água na agricultura, é um bom momento para comentar e deixar que ele fale o que sabe sobre o assunto. “Quando isso acontece, o aprender passa ser algo gostoso, estimulante. E quando a criança descobre o prazer de aprender o interesse pela escola aumenta”, afirma a psicóloga Danila Secolim Coser. Por isso, vale a pena valorizar a hora da lição e criar um ambiente motivador e favorável ao aprendizado. Confira as dicas do que fazer antes, durante e depois da hora da lição compiladas de entrevistas com: Danila Secolim Coser, psicóloga; Heloisa Padilha, educadora e psicopedagoga; Fátima Regina Pires de Assis, professora de graduação e pós-graduação do curso de Psicologia da PUC-SP; Rose Mary Guimarães Rodrigues, docente do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo). Todas as entrevistadas possuem pesquisas ou trabalhos acadêmicos sobre Lição de Casa.

ANTES

1. Entenda seu filho: Uma grande ajuda na hora da lição de casa é saber o que motiva e o que desanima seu filho. Por exemplo, será que ele gosta que você fique por perto ou prefere privacidade? Será que você precisa que você ajude-o a organizar por qual matéria começar ou ele quer decidir isso sozinho?

2.Defina as regras em comum acordo: Converse com seu filho e estabeleçam – juntos – como será a rotina para a lição. Onde será feita, em qual horário, etc. Deixe que ele explique suas preferências e seja flexível. Por exemplo: ele não quer perder o programa de TV favorito. Ajustem o horário de modo que ele tenha este direito garantido. Direito que ele perde se não terminar a tarefa a tempo (caso o combinado seja fazer antes) ou se não desligar a TV logo depois (para ir logo se dedicar à lição).

Lembre-se: o ideal é não alterar a rotina, mas, se for o caso, explique o motivo da mudança.

3. Organize o lugar: Escolham – juntos – o local onde a lição será feita. Mas garanta que ele esteja arrumado e limpo na hora combinada. Se for a mesa da cozinha, por exemplo, nada de alimentos ou pratos na hora da lição, hein? Lembre-se: o bem-estar é superimportante. Verifique a temperatura do ambiente, a iluminação, a ventilação. Quanto mais confortável ele estiver, melhor!

4. Acabe com a distração: Desligue a televisão e o rádio e tente eliminar – ou diminuir -outros sons que atrapalhem a concentração. Ajude seu filho a se concentrar na tarefa!

5. Fique de olho na disposição dele: Na hora da lição, seu filho precisa estar bem disposto. Ou seja: não pode estar cansado, com fome, irritado, distraído… O melhor neste caso é resolver o problema primeiro. E isso vale para você também! Resolva essas questões antes de começar!

6. Confira se todo o material necessário está disponível: Parar a lição para procurar onde está o lápis de cor, a régua ou o dicionário só ajuda a tirar o foco da tarefa. Organize tudo antes de começar para não haver dispersão!

DURANTE

7. Respeite o momento: Todos em casa devem saber que a lição está sendo feita e contribuir, evitando interrupções, barulhos desnecessários ou ações que tirem a concentração e o foco de quem está estudando.

8. Veja se seu filho sabe o que é para ser feito: Pergunte se ele tem dúvidas sobre o que o professor pediu para fazer e coloque-se à disposição para ajudá-lo.

9. Auxilie em caso de dúvidas: Se seu filho tiver uma dúvida, ajude-o. Mas não responda por ele. Sugira que ele procure exemplos parecidos no livro ou no caderno, ou então, ajude-o a pensar sobre o assunto até que ele chegue à sua própria conclusão.

10. Ocupe-se com coisas parecidas: Enquanto ele faz contas, que tal dar uma olhada no orçamento? Se ele vai produzir um texto, aproveite para fazer alguma anotação. O ideal é não parecer que se está fazendo algo mais interessante do que ele – como jogar no computador, por exemplo, ou ver TV.

11. Incentive-o a rever a lição: Olhar a lição de novo depois de terminada é uma boa prática. Se ele pedir para você rever com ele, valorize o esforço e não aponte diretamente os erros. Caso encontre coisas incorretas e perceba que ele tem condição de localizar o erro, estimule-o comentando. “Que tal rever este trecho ou esta conta, veja se está tudo certo ou se encontra algo errado?”. Elogie-a se ele encontrar o problema e jamais brigue se isso não ocorrer.

DEPOIS

12. Veja se a lição foi corrigida: Será que a lição de casa foi corrigida? A falta de correção da lição pode desestimular seu filho. Afinal, ele pode entender que de nada valeu tanto esforço. Caso isso se repita sempre, é interessante conversar na escola – com o professor ou com o coordenador.

13. Elogie os acertos e não aponte os erros: Seu filho acertou todos os exercícios da lição passada? Ele merece que você lhe dê parabéns! Mas se errou muitos, nada de briga. Pergunte se, com a correção do professor ele entendeu porque errou. Se a resposta for negativa, estimule-o a tirar dúvidas diretamente com o professor. E acompanhe.

14. Informe o professor em caso de dificuldade: Seu filho deveria ter condição total de fazer a lição de casa sem achá-la muito difícil ou complicada. Afinal, se a lição foi passada, é porque o professor já explicou aquele conteúdo. Às vezes pode ser apenas uma dificuldade pontual e neste caso, estimule seu filho a tirar dúvidas com o professor. Caso isto se torne frequente, o melhor é ir até a escola para identificar onde está o problema.

Fonte: Educar para Crescer

Brincar ao ar livre reduz a incidência de miopia!

Mais um motivo para você levar seu filho para brincar lá fora. Um estudo acaba de reforçar que passar algumas horas fora de casa pode diminuir o risco de ele desenvolver miopia. A pesquisa foi feita em Sidney, na Austrália e acompanhou 2.100 crianças durante 5 anos para descobrir quais os fatores poderiam influenciar a aparição desse problema.

Entre os parâmetros utilizados pelos pesquisadores estavam o tempo que as crianças passavam fora de casa por semana, a ascendência dos pais, os casos de miopia na família e o nível socioeconômico.

Após analisar os dados, os cientistas concluíram que as crianças que se tornaram míopes passaram menos tempo fora de casa em comparação com aquelas que tinham a visão normal (16 horas por semana contra 21 horas por semana). Em relação à ascendência, os filhos de asiáticos tiveram maior incidência do problema. No caso das crianças mais novas, o fato de um dos pais (ou ambos) ter miopia também foi um fator de risco, assim como passar horas olhando para um objeto próximo (como a TV, o computador ou durante uma leitura).

Quando a criança passa mais tempo fora de casa, brincando, por exemplo, ela exercita a visão de forma espontânea, ou seja, olha para perto e para longe (distâncias maiores de 5 metros), evitando assim danos ao globo ocular já que aumenta sua amplitude de visão.

A relação entre a miopia e o tempo passado dentro de casa já tinha sido identificada em outra pesquisa, da Universidade Cardiff, na Inglaterra. Segundo Luis Eduardo Rebouças de Carvalho, oftalmologista da Santa Casa de São Paulo (SP), crianças mais novas estão mais sujeitas a esse tipo de interferência visual. “A visão é um processo contínuo, a gente não nasce enxergando 100%. Ela se forma por completo entre 5 e 8 anos de idade, mas pode ser influenciada por fatores genéticos”, diz Carvalho.

Se não é sempre que você consegue estar com o seu filho ao ar livre, acalme-se. Uma dica simples ajuda a desenvolver a visão do seu filho: para cada hora na frente do computador ou da televisão, ele deve passar dez minutos com os olhos fechados ou olhando pela janela. De acordo com Carvalho, dessa forma a criança descansa a visão e treina diferentes focos, diminuindo o risco de miopia.

Fonte: Revista Crescer