O ano letivo está se iniciando nas escolas, e uma última verificação na lista de materiais é necessária para se averiguar que tudo foi enviado conforme solicitado.
Nas listas das escolas de Educação Infantil, geralmente é solicitada uma literatura, para que durante o ano os professores possam desenvolver momentos de contação de história.
Acredito que na Educação Infantil, e também nas séries iniciais, o livro não deva ser apenas um preenchimento de horas vagas. O livro é uma ferramenta essencial de conhecimento, de novos saberes, descobertas de um mundo imaginário, às vezes de um mundo real, outras de um “mundo só meu”, ou seja, da criança.
Em alguns casos, o livro é utilizado para aquietar as crianças. Já ouvi muitos educadores dizendo que o livro serve para acalmá-las depois que voltam do parque, da educação física, do recreio, enfim, de alguma atividade que as deixe agitadas.
Cada um precisa saber, sendo profissional da educação ou não, que a importância, o poder, a magnitude do livro vai muito mais além do que simplesmente sentar para contar uma história. Precisamos aprender como contar uma história, como valorizar essa ferramenta tão preciosa que é o livro. O livro vai para a escola, e lá ele precisa de um espaço único, de grande proveito, de grande valorização.
A criança ainda pequena, que é estimulada tanto na escola quanto em casa, que percebe a paixão do educador em preparar um ambiente acolhedor para contar uma história, que percebe a prática dos pais em comprar os livros e lê-los, faz uma grande diferença para que essa prática – que é concretizada ainda na infância –, não venha a se perder no meio do caminho quando ela chega à fase adulta.
Suelen Santos
Pedagoga e Escritora






