Fique longe dessas cinco frases

Você certamente sabe que o primeiro contato de uma criança com o mundo acontece dentro da família e que os adultos, portanto, têm um papel fundamental na formação da personalidade e identidade social de uma criança. Por isso, tanto os seus atos quanto aquilo que você diz para o seu filho têm grande importância – e podem ter um impacto positivo ou negativo sobre ele.

Segundo a da professora de psicologia da faculdade Pequeno Príncipe (PR) , ligada ao hospital de mesmo nome, Mariel Bautzel, toda a estrutura psíquica e social de uma pessoa é formada na primeira infância. “Não é raro vermos adultos que não sabem lidar com os próprios sentimentos ou que desconfiam muito do outro”, explica a especialista. Para ela, a causa pode estar lá atrás, na infância.

Pensando nisso, com a ajuda de Mariel e também da psicoterapeuta do Hospital e Maternidade Santa Catarina (SP), Germana Savoy, listamos 5 frases que você NÃO deve dizer ao seu filho. Confira abaixo:

“Para de chorar”

A clássica frase inibe a expressão do sentimento da criança, sendo que o ideal é que você a ensine a lidar com as próprias emoções. “Sempre aconselho que os pais mostrem uma alternativa para o filho. Uma boa saída é pedir que eles mantenham a calma no momento do choro”, diz Germana.

“Volte já para a sua cama, isso é só um sonho”

Até os 5 ou 6 anos, as crianças não sabem diferenciar com precisão o mundo real do mundo dos sonhos, por isso elas não entendem bem quando você disser que aquilo que vivenciaram não é real. O melhor é acalentar o seu filho, dizer que o medo logo vai passar e colocá-lo para dormir na cama dele novamente.

“Essa injeção não vai doer”

Mentir para o seu filho faz com que a relação de confiança entre vocês seja quebrada. Fale sempre a verdade. Além da dor da injeção, ele também vai ficar magoado por ter sido enganado. Diga que é uma picadinha rápida, e que será para que ele tenha cada vez mais saúde para brincar.

“Você não aprende nada direito”

Crianças que têm uma referência negativa de si mesmas obviamente ficam com a autoestima prejudicada, explica Germana. E, como elas ainda possuem um mecanismo de defesa pouco desenvolvido, tudo o que um adulto disser terá um impacto enorme. Dizer que elas são burras, ou que nunca vão aprender matemática, por exemplo, pode fazer com que realmente acreditem que têm essas fraquezas.

“Se você não me obedecer, eu vou embora”

A criança tem de aprender a respeitar os pais pela autoridade – e não por medo de perdê-los ou, pior ainda, de ser maltratada. Ameaças e chantagens estão fora de cogitação.

Claro que, às vezes, os pais acabam falando coisas que não gostariam… Se isso acontecer, não se culpe. O jeito é recuperar a calma e conversar com a criança, explicando que agiu de forma errada.

Fonte: Revista Crescer

No reino encantado da imaginação

O trabalho da criança pequena é brincar e imaginar. Transformar um graveto em espada, com a força da criatividade, é algo riquíssimo para o desenvolvimento infantil. Durante o brincar, os pequenos expressam tudo aquilo que absorvem do mundo. Quanto menos sofisticados (e numerosos) forem os brinquedos da criança, mais ela dará asas à imaginação para fazê-los funcionar no reino do faz de conta.

É por isso que as traquitanas muito tecnológicas, que “brincam” por conta própria, são logo deixadas de lado e trocadas, muitas vezes, pela caixa de papelão em que vieram embaladas. E engana-se quem pensa que o brincar precisa sempre ser dirigido por um adulto, que o pai e a mãe devem interagir com a criança o tempo inteiro. Aprender a brincar sozinho é um ótimo exercício de autonomia e estimula a imaginação infantil (quem nunca teve um amiguinho imaginário ou inventou que a casca de batata era uma iguaria indispensável para a papinha das bonecas?). “A imaginação cultivada na infância, em especial até os seis anos, é o que vai lastrar a possibilidade de criação no fazer, de estética nos julgamentos e, principalmente, vai lastrar a liberdade no pensamento futuro do homem”, ressalta a educadora Maria Cecília Bonna.

E quanto a estimular a fantasia em relação ao Papai Noel ou ao Coelhinho da Páscoa, por exemplo? Isso também é saudável? “Sim, a criança compreende o mundo através de imagens. Essa é a linguagem que ela entende. Mas, para que essas imagens não sejam vazias, ou apenas uma reprodução do que está na TV e em todo canto, precisam ser imbuídas de um significado mais profundo para o adulto que as transmite. Temos que parar e pensar sobre o que o Natal ou a Páscoa significam para nós verdadeiramente. Qual o sentido que está por trás de presentear pessoas queridas ou da expectativa de procurar ovinhos no jardim?”, aponta Iris Pessoa Mônaco, professora de educação infantil especializada em pedagogia Waldorf, linha que aborda o desenvolvimento integral da criança, não apenas o intelectual. Procurar pesquisar as histórias de gerações passadas que deram origem às lendas do Coelho da Páscoa ou do Papai Noel pode ser uma forma de ajudar no resgate desses significados e de deixar as festas de fim de ano mais ricas.

Fonte: Bebê Abril

Mocinha ou vilã?

A vilã da vez: pais e educadores precisam ficar atentos a lição de casa para que ela não se torne um problema.

Confira: http://ow.ly/ldsR1

Mãe-tigre ou democrática? Qual o método mais eficaz?

Desde que a sino-americana Amy Chua lançou um livro sobre seu método de educação, conhecido como o jeito “mãe-tigre” de ser, mães e psicólogos discutem sobre a eficácia desse tipo de conduta. A rigidez das regras impostas aos filhos e a crítica constante ao seu desempenho são as características mais marcantes da mãe-tigre. Não elogiar o filho em público, considerar 9 uma nota ruim e escolher todas as atividades que a criança deve fazer são alguns exemplos que a autora defende e colocou em prática na criação de suas duas filhas.

Agora, quase dois anos depois da publicação do livro Battle hymn of the tiger mother (Hino de batalha de uma mãe chinesa), uma das primeiras pesquisas a medir o quanto esse método contribui para a felicidade e o desempenho acadêmico das crianças é publicada na revista científica Asian American Journal of Physhology. E os resultados mostram que tanta rigidez pode não fazer bem para a criança – ela não necessariamente melhora suas notas e ainda pode se tornar um jovem mais deprimido.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisadora Su Yeong Kim, da Universidade do Texas, reuniu dados de 444 famílias moradoras dos Estados Unidos, nas quais pelo menos um dos pais era de origem asiática. O objetivo do estudo era entender qual o perfil de educação dessas famílias e que efeitos isso tinha no perfil dos filhos adolescentes.

As famílias foram acompanhadas durante oito anos, e de tempos em tempos precisavam responder a um questionário sobre seu estilo de criar os filhos. Além disso, tinham que informar alguns dados sobre o desenvolvimento dos filhos, como a média escolar. Apesar de o estudo ter começado antes do lançamento do livro de Amy, no momento de analisar os dados a equipe de pesquisadores dividiu os pais em quatro tipos principais: apoiador, tigre, autoritário e descontraído.

A primeira conclusão que surpreendeu os responsáveis pelo estudo foi que o tipo tigre não era o mais comum entre as famílias. A maior parte dos pais adotava o estilo apoiador, também conhecido como democrático, que foi associado com os melhores índices de desenvolvimento das crianças. O jeito tigre, por outro lado, foi relacionado com uma média escolar mais baixa e menores níveis de escolaridade dos filhos, bem como um menor senso de obrigação familiar, mais sintomas depressivos e sentimento de alienação. Ou seja, o estudo contraria o senso comum ao apontar que os filhos de pais-tigre não têm necessariamente um melhor desempenho acadêmico ou são mais felizes.

Segundo a psicóloga Ana Lúcia Castello, esses resultados comprovam o que já se sabia. “Os pais-tigre são extremamente autoritários, e quando existe autoritarismo as crianças crescem inseguras. No fundo, durante a fase de desenvolvimento emocional, elas ficam dependentes das opiniões dos pais – seja porque querem ou porque precisam agradá-los”, explica. Nesse ambiente, a criança também acaba tendo dificuldade de desenvolver sua autonomia.

Outro problema que os filhos de pais muito autoritários ou controladores enfrentam é a frustração. Isso porque esse tipo de educação nem sempre dá espaço para a criança ser o que quer – e não raramente ela é forçada a praticar algo de que não gosta ou para a qual não tem vocação. “O autoritarismo é demodê. Estamos no século 21, tentando partilhar uma educação mais democrática. Claro que muita permissividade também é um problema, mas é possível ensinar limites em vez de impor”, afirma Ana Lúcia.

No entanto, antes de jogar o livro de Amy na fogueira (e com ele todos os seus conselhos), também é necessário levar em conta as diferenças culturais entre orientais e ocidentais. A própria autora apontou essa questão em seu “manual”: “Pais ocidentais tentam respeitar a individualidade das crianças, encorajando-as a buscar suas paixões verdadeiras, apoiando suas escolhas e proporcionando reforços positivos e um ambiente estimulante. Em contraste, os chineses acreditam que a melhor forma de proteger seus filhos é preparando-os para o futuro, fazendo-os ver do que são capazes e armando-os com habilidades, hábitos de trabalho e confiança interna que ninguém jamais poderá tirar.” E você, o que acha sobre esse assunto?

Fonte: Revista Crescer

A frustração não é exclusiva dos adultos!

Mas como os pais podem ajudar seus filhos a lidar com o sentimento?

Acesse: http://ow.ly/ld4ye

A última dica da série Valores Importantes para Ensinar a seus filhos – 6

Dica 6 – Respeito: quando se fala em educação infantil, respeito com os outros é regra. Não há um jeito específico para ensinar o que é respeito. O primeiro passo é respeitar também, permitir que a criança aprenda assistindo a seu exemplo. Depois, é preciso ouvir as queixas dos professores e educadores da escolinha e nunca não ignorá-las. Falar mal das pessoas na frente das crianças também prejudica o ensinamento. Por fim, é importante chamar a atenção da criança ao vê-la desrespeitando outras pessoas, os animais e também o meio ambiente.

Fonte: Bebê Abril

6 Valores importantes para os pequenos – Dica 5

Dica 5 – Jogo de Cintura: é preciso aprender desde cedo a ter flexibilidade e lidar com situações de conflito. O pequeno precisa saber que nem sempre suas vontades serão atendidas e que, mesmo assim, ele terá escolhas e que devem agir educadamente. Você não conseguirá ensinar seu filho a ter jogo de cintura se perde a paciência a cada problema que aparece. Seu exemplo o fará compreender como ele deve agir quando acontece algo que não o agrada, por isso, não seja tão rígida em seus pontos de vista. No convívio familiar, é importante ter (e mostrar) tolerância.

Fonte: Bebê Abril

6 Valores importantes para os pequenos – Dica 4

Dica 4 – Honestidade: um valor ético, fundamental para o convívio social. Ensinar à criança o que é honestidade leva tempo e depende de suas próprias atitudes, exemplos e conversas. É comum crianças pegarem objetos, brinquedos dos coleguinhas da escola e levarem para casa. “Isso ocorre porque não há entendimento de propriedade, até porque, na escola ou no clube, brincam com tudo sem perceber que os objetos pertencem a alguém”, explica Claudia. Cabe aos pais mostrar que aquilo não é da criança, fazerem com que ela perceba o erro e devolva o objeto, pedindo desculpas. Esse processo deve ser educacional, e não um castigo causador de brigas.

Fonte: Bebê Abril

6 Valores importantes para os pequenos – Dica 3

Dica 3 – Escolha: desde bem cedo, é importante mostrar para a criança que ela não pode ter tudo o que quer e, por esse motivo, deve praticar o exercício da escolha, seja em relação a suas vontades, seja no que se refere a objetos, brinquedos etc. Lembre-se de ensinar ao pequeno que uma esolha, também é uma perda, lembrando-o de que ele terá o que escolheu previamente, e não outro. É muito comum, na fase de 3 a 4 anos, a criança ter dificuldade de dividir seus brinquedos e não emprestar para seus amigos. Essa é a oportunidade para mostrar que ela pode escolher dividir suas coisas ou ficar sozinha, sem amigos.

Fonte: Bebê Abril

6 Valores importantes para os pequenos – Dica 2

Autocontrole: Ensiná-las a ter autocontrole, porém, não é fácil. Você precisará enfrentar a fase da birra, persistindo com sua opinião e forma de educar. Se a criança agir errado e fizer manha, converse, mostre em que ela errou e coloque-a para pensar. Exija que ela peça desculpas, mas que entenda o motivo de ter que se desculpar. Tenha em mente que bater não resolve em nada o problema, ok?

Fonte: Bebê Abril